Mobile First: entenda os prós e contras deste conceito

A técnica de Mobile First vem crescendo cada vez mais no mundo da tecnologia, principalmente por ser uma nova tendência com seu foco no marketing.
29 de outubro de 2020 / Desenvolvimento

A técnica de Mobile First vem crescendo cada vez mais no mundo da tecnologia, principalmente por ser uma nova tendência com seu foco no marketing. Neste artigo, iremos discutir os prós e contras, auxiliando você a tomar uma decisão.

Seu conceito foi abordado e desenvolvido pelo diretor de produto da Google, Luke Wroblewski, publicado primeiramente em seu blog e em seguida no seu livro, Mobile First. Ele aplica-se no desenvolvimento de projetos web onde desenvolve primeiramente a parte mobile e em seguida adapta para outras telas (tablets, notebooks, desktops, etc.).

Veja o exemplo ilustrativo do conceito Desktop First e em seguida, Mobile First:

Por que utilizar Mobile First no Web Design?

Fonte: Orgânica Digital.

Prós e Contras 

É comum o desenvolvimento tradicional, ou melhor, desktop first, e então o mobile second, pois é o mais familiar para nós. Porém, se ao invés desse “tradicionalismo” invertêssemos a ordem, quais seriam os prós e contras desta ação?

PRÓS DO MOBILE FIRST

1. Smartphones são os mais utilizados no Brasil

De acordo com uma pesquisa feita pela instituição FGV em 2019, o Brasil já tem mais de um smartphone por habitante, são cerca de 230 milhões de dispositivos ativos em todo território nacional brasileiro, já o número de tablets, notebooks e desktops somam 180 milhões, então, se compararmos os números de aparelhos ativos, mais de 56% seriam só smartphones.

2. Simplicidade é mais conveniente

Os usuários que navegam pelo smartphone (na qual são a maioria) sendo independentemente da aplicação acessada, querem facilidade e simplificação de conteúdo sem conteúdos irrelevantes. A técnica do Mobile First trás consigo uma otimização, trabalhando com telas de 320 a 480 pixels, priorizando conteúdos mais importantes onde atenderá esta procura relevante de otimização.

3. Menos códigos é igual a menos bugs

Ao trabalhar com Desktop First, são apresentadas muitas informações e ações complexas a se pensar e fazer. Ao trabalhar com o conceito de mobile first, haverá menos conteúdos “desnecessários”, com isso, uma diminuição de códigos e bugs que podem ser mais fáceis de serem detectados e prevenidos. 

4. Melhoria significante nos testes de pagespeed

Um dos principais fatores, natural consequência do mobile first (com menos conteúdos desnecessários, códigos e bugs), é que ele se torna mais rápido e otimizado, performando melhor o seu site. Sendo assim, o ranqueamento em ferramentas de pesquisa como o Google serão superiores.

CONTRAS DO MOBILE FIRST

Nem tudo são flores, não é mesmo? E a reação dessa ação pode trazer alguns pontos negativos que merecem atenção.

1. Limitações de espaços

O primeiro ponto que deve ser levado em consideração é a limitação do canva (tela) para trabalhar. Os designers precisarão gastar esforços em como utilizar a limitação da tela para bons trabalhos, levando em consideração de como esta limitação afetará em telas maiores que um smartphone. 

2. Implementação da técnica

O Mobile First não será uma mudança fácil para a equipe. Novas técnicas de design deverão ser adotadas para o processo rodar bem, além de muita dedicação e experimentação.

3. Cativar o cliente

É preciso cativar o cliente para que ele veja todos os benefícios deste novo conceito, pois, em primeiro momento, ele tende a ficar confuso e pouco confiante da “nova” técnica. Um dos principais passos é ganhar esta confiança, mostrando exemplos, cases e através de muita conversa, ter a segurança na escolha em dar andamento.

4. Persistência de ir até o fim

É preciso entender que persistir será complicado, haverá gastos de tempo para aprender a lidar com a nova técnica, e só assim, ganhar experiência. Será um caminho longo e trabalhoso, mas persistir será a melhor opção!

Hoje é um grande dia para inovar. Bora?

Sabemos que não será um caminho fácil. É preciso sair da zona de conforto, colocar a mão na massa, aprender a trabalhar não mais com cliques e hovers, mas sim, com as pontas dos dedos. Apesar dos contras, você trabalhará com uma inovação na área da tecnologia e do marketing. 

Inovar não é um trabalho fácil, mas no final de tudo verá que valeu a pena todo o esforço. Não será um pulo pequeno e trará riscos, porém, não podemos continuar usando técnicas “antigas” no mundo em que tudo está em constante inovação, pois isto pode ser um risco ainda maior. 

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REFERÊNCIAS

Disponível em: https://proxy.organicadigital.com/img-524cbac412bb70d6;. Acesso em out. de 2020.

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